MARIA OLIVEIRA

A palpação anunciada dos espectros

 

Soltam-se as feras das grafonolas açambarcadoras

De marchas batuques violinos e embustes

Cruzam-se as caudas denunciadoras de animalidade sem tempo

Onde os felinos trepam às árvores

Tatuando os troncos na imptuosidade das garras

Anunciando a mensagem profética da exterminação

Qual onda térmica sofocadora de sonhos

Onde não há lugar para a mais pura ambição

 

Assassina arrasta consigo a poeira de bailarina disfarçada

Extravasando radioactividade egocentrica minando intensidades e conspurcada

Provocadora de cegueira e amnésia nas deformações do acaso

Empastando a rede neuronal dos reptéis arquitetos

Fantasmas aniquiladores de alicerces roubados às crateras e fumarolas

Respiráculos onde explodem as muralhas e se abatem as torres

E os bispos escrevem uma nova história humana repleta de raínhas e reis

Aguardando a bruxa má devoradora de fortalezas

Enquanto os peões arlequins dançam na roda dos danos laterais

Por onde a roleta-russa se diverte a dar tiro ao mais agitado andarilho

 

Então num furação qual rodopio infernal

As janelas rasgam-se nas geometrias dos atormentados

Deslizando pela revolta do silêncio que esfaqueia corações

E corta a língua dos famintos

Enquanto as prisões retalham as almas liquefeitas

Que aguardam a sofreguidão dos deuses

Sugadores de esquizofrenias cadavéricas

E acumuladores de cinematografias trágicas

Domesticando o contraditório do sentir humano

Provocando incisões subtraídas ao tempo mágico

Malabarista narcísico e fascista

 

PÁXINA 15

 

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