André da Ponte

VISITAMOS O POETA MANUEL MARIA, O ROMANCISTA LOIS DIEGUEZ, MINHA ESPOSA E EU, EM 8 DE AGOSTO DE 1994, A ESCULTURA DE RAUL RIO LEVANTADA NAS REIXAS DA PARÓQUIA DOS VILARES DE PARGA EM HONRA AO GRANDE POETA DIAZ CASTRO.

Como se a dor vibrasse em pedra dura e rendesse à terra o seu cimento vejo-te erguer na cristalina e pura palavra que nos deste em alimento.

Receia a luz como se, num momento, desquebrasse a frágil arquitectura
e, num pulo ágil e violento,
nimbasse o mundo livre de atadura.

Peiteia a sombra os cômoros rotundos e a luz está se indo, mas não se vai, enlaçando o rumor da erva orvalhada.

Além dos sulcos, cadabulhos fundos; como rogo ouve-se pastar quanto hai e a terra está de prece ajoelhada.

 

(Un poema do libro “No Fulgor das Sombras”, André Da Ponte, publicado no extraperlo da nova poesía guitirica no 2020).

André Da Ponte é integrante de nova poesía guitirica.

 

Páxina 70 Recensión 7

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